Quer casar comigo?
O dilema da semana (das últimas semanas, na verdade) é o casamento... A "tampa da panela"...Tenho visto ao meu redor que TODAS as pessoas estão casando... Juntando, tendo filhos...
P.q.p!
A Dani diz que é a idade... Ou seja: que eu tô ficando velha!! E solteira!!!
Doces dias em que eu assistia Sex and the City e achava que é isso mesmo: feminismo é tudo, eu não preciso de ninguém a não ser um P.A. (sigla para expressão chula interna... sorry... ) pra me divertir às vezes...
Agora que eu tenho os P.As, a galera resolveu "jogar na minha cara" todos esses filhinhos fofos e famílias fofas e planos e projetos fofos... (Gente, isso não é inveja, de forma alguma, peloamor, hein?! Pelo contrário, é admiração: eu também quero tudo fofinho!)
E eu fico pensando: será que eu vou casar um dia?
Eu quero casar... Mesmo algumas dizendo que é um saco, que se soubessem que era assim, não tinham casado... Mas falam isso pq têm, pq se não tivessem estariam fazendo coro comigo...
Então eu quero: quero projetos, quero ligar pra combinar de irmos na casa dos amigos, quero manguaçar junto até umas horas e ter quem cuide de mim, quero assistir filme no domingo de chuva e também namorar na piscina nos dias de sol, quero dormir junto (de conchinha o c*lho, rsrsrs - outra interna), mas com o pézinho encostado...
E tudo isso muito sussa, pq eu aprendi que cobrança é uma merda, que é possível poder ficar aqui na fábrica até tarde sem estar aprontando alguma, ou sair com as amigas sem caçar... Quero isso! A sorte de um amor tranquilo, feliz, gostoso, companheiro...Sem nóia! Com confiança e respeito. (ponto!)
Enfim... Pensando nisso tudo achei essa matéria na TPM (incrível, as always)(está integral no link, mas dêem uma olhada...)
http://revistatpm.uol.com.br/55/vermelhas/home.htm
Por que homens e mulheres estão se desencontrando? Casamento continua sendo um ideal de vida? Ser feliz sozinho é possível? Para tentar entender (pelo menos um pouco), fizemos uma grande discussão de relação: juntamos cinco pessoas em estágios diferentes da vida e ligamos o gravador. Edgar Piccoli, apresentador de TV, é casado há 15 anos e tem quatro filhos. Suzana Villas-Boas, produtora de TV e cinema, passou 20 anos entre dois casamentos, tem um filho de seis e há três está solteira. Camila Toledo, advogada de família, ficou dois anos casada, se separou, e há quatro meses tem um namorado novo. Fernanda Youssef, artista plástica, foi pedida em casamento e aceitou. Xico Sá, jornalista e escritor, experimentou vários tipos de relação, continua experimentando e diz que não gosta necessariamente de solteirice ou casamento: gosta de amar. Vejam o que eles acham sobre o que é ser casado, o que é ser solteiro – e o que é ser feliz hoje em dia.
Tpm. Vamos começar com um dado: o IBGE mostra que, em 72% das separações judiciais que aconteceram no Brasil nos últimos anos, a iniciativa de terminar foi da mulher. Isso surpreende vocês?
Xico Sá.Não surpreende. O homem é muito covarde. Até mesmo quando ele está querendo, ele vai adiando, enrolando, aí vem mais uma taça de futebol, aí o Guarani joga com o Santos... [risos].
Xico. Quando ela está decidida, adeus. A gente é mais conservador, pode prorrogar por muito tempo o que não representa obrigatoriamente a infelicidade. O casamento pode até estar meio modorrento, rotineiro, mas a gente tem menos necessidade daquela coisa da puta emoção sempre, de alta temperatura. A gente segura essa onda, ou vai buscar emoção noutro canto, no futebol, na pescaria...
Em outras mulheres...
Xico. Não obrigatoriamente. É tudo comodidade mesmo, você pode reparar: a gente fica prorrogando aquela rotina. Quando vem uma puta paixão nova, aí você se sente com um álibi para cair fora.
Camila Toledo. Homem só vai dar tchau se realmente aparecer uma outra coisa. Mulher, não. Ela não fica mais numa relação por não ter outra saída. {Érica} Não sei não... Acho que mulher dá uma prorrogada tb, até aparecer uma nova paixão...
Xico. Eu tenho muitos amigos que optaram por uma vida de solteiro e agora, lá com seus 40 anos, estão querendo construir uma vida familiar. Mas é uma dificuldade conseguir isso. Porque o cara fica com o currículo muito sujo na praça, ele é o galinha, que não quer casar. Se você passa muito tempo solteiro, constrói a imagem do cara solteiro, boêmio, andarilho, que fica toda noite na rua. Esse cara vai ter uma dificuldade imensa.
Suzana. Ele entra na categoria “roubada”.
Xico. Mas eu, se fosse mulher, preferiria casar com esse cara que já viveu pra caralho, que já saiu com todo mundo. {Érica} Importante observação!!!!
Camila. Quando ele resolve parar, o melhor marido é o homem galinha. Ele se acalma. {Érica} Boa!!!
Fernanda Youssef. O solteirão não encontrou a pessoa certa. Na hora que encontra, se apaixona, aí quer ficar com a pessoa. {Érica} Oh, my God!
Vocês acham que a monogamia é natural? Não é melhor já aceitar que, para passar décadas ao lado de uma mesma pessoa, outras pessoas podem surgir no caminho?
Suzana. Muita gente se casa aos 20 e poucos anos, às vezes por escolha ou porque engravidou, sei lá. Aí fica 20 anos junto, chega aos 40... Não é possível que nunca aconteça nada! É uma questão hormonal, você com 20 anos está dominada pelos hormônios, homens e mulheres. É difícil pensar que nunca mais vai olhar para o lado.
Xico. Hoje o amor é muito mais importante. Nas relações antigas, era uma coisa contratual.
Suzana. Mas você acha que só o amor segura? Não precisa ter um outro projeto, que substitua aquele projeto careta de antigamente, de ter filho e comprar uma casa?
Xico. Eu já ouvi muita coisa assim e há uma certa dose de razão quando elas dizem: “Porra, pelo que eu venho observando, você não tem nenhum projeto comigo”. Ela viu que você não amarrava nada com ela, da coisa mais imbecil de classe média, como comprar uma casa e fazer uma viagem, até conhecer minha mãe lá em Juazeiro! [risos]. Para a mulher, precisa desse vínculo, o projeto. {Érica} O quão importante é conhecer a mãe???
Edgar. Acho que o projeto real mesmo é construir coisas que só naquela relação podem ser construídas. É uma visão romântica, de pensar “quantas coisas a gente fez, olha como nosso jardim está florido”. O que vale nesse projeto todo é o amor, admiração por aquela pessoa. Sem contar que é uma felicidade incrível ter filhos. Acho que é a maior felicidade que eu posso imaginar, com relação a projeto. {Érica} Foooooooooooooooofooooooo!
O seriado Sex and the City – que durante seis anos mostrou como é bom para uma mulher ser livre e independente, e foi idolatrado pela minha geração – terminou com as protagonistas todas casadas. Não é frustrante para uma solteira constatar isso?
Xico. É, o jeito que elas viviam no seriado dava muito conforto a quem tinha uma vida solteira.
Suzana. Mas é um tempo, de repente você cansa daquele número. Quantas vezes mais você vai sair na noite, quantas vezes mais você vai sair com uma pessoa nova e começar a contar tudo de novo? Dá uma preguiça! Eu acho que ninguém se propõe: eu quero ficar solteiro a vida inteira. Você está aberta a oportunidades.
Conclusão, se é que se pode chegar a alguma: todo mundo quer achar a tal pessoa. É isso?
Suzana. A conclusão é que ninguém está sossegado. Quem está casado quer ser solteiro e quem está solteiro quer casar [risos].

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